Os casos de malária foram reduzidos quase 40% nos últimos quinze anos

Os casos de malária caíram no mundo 37 por cento durante os últimos três lustros e, no mesmo período, a mortalidade por malária foi reduzida em 60 por cento, com o que foi cumprido o Objetivo do Milênio de poder reverter a tendência de aumento da doença em 2015

Mosquito responsável pela transmissão dos parasitas que causam a malária. EFE/STEPHEN MORRISON

Artigos relacionados

Sexta-feira 19.06.2015

Sexta-feira 24.04.2015

Quarta-feira 03.09.2014

Terça-feira 08.10.2013

Terça-feira 03.09.2013

Assim revela um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unicef, que indica que com esta redução de casos durante os últimos quinze anos, tem-se evitado a morte de mais de seis milhões de pessoas.

Os Objetivos do Milênio foram metas de desenvolvimento socioeconômico estabelecidas pela ONU para ser cumprida no ano de 2015.

Novas abordagens, estratégias, ferramentas, medicamentos e fundos para a implementação de programas de luta contra o paludismo (outro nome pelo qual se chama a malária), ao qual está exposto a metade da população mundial, têm conseguido essas reduções de taxas de incidência e de mortalidade de grande envergadura nos últimos três lustros.

Estatísticas

Em 2014, 13 países não registraram casos da doença, e seis nações contabilizou menos de uma dezena de doentes. A queda mais rápida foi detectado no Cáucaso e na Ásia Central.

Entre o ano 2000 e 2015, o número de mortes de crianças de menos de cinco anos caiu de 65 %, o que representam 5,9 milhões de vidas salvas, destaca o texto.

Apesar desses avanços, o mundo continua tendo 3.200 milhões de pessoas em risco de contrair malária, 1.200 deles em alto risco.

Estima-Se que em 2015 cerca de 214 milhões de pessoas contrairam a doença e delas, 438.000 morreram.

Quinze países, a maioria na África subsaariana, assumiram 80 por cento dos casos e 78 por cento das mortes.

O objetivo da OMS

Em maio passado, a OMS lançou a estratégia mundial contra a malária 2016-2030, procura-se conseguir uma redução de 40% a incidência em 2020, e de 90% em 2030.

Além disso, espera-se que em quinze anos 35 países excluídos totalmente a doença. Para isso são necessários 8.700 milhões de dólares por ano.

Demonstrou-Se que a ferramenta mais eficaz para lutar contra a malária são as mosquiteiros impregnados com inseticida, uma vez que estima-se que este método tem evitado a infecção em 68% dos casos.

O tratamento com Artemisin evitou um aumento de 22% das mortes, e o uso de inseticidas salvou um 10 por cento dos óbitos.

A vacina contra a malária

Enquanto isso, no próximo mês, dois grupos de peritos da OMS avaliarão se a primeira vacina se mostrou eficaz contra a malária pode ser realmente aprovada e comercializada.

A vacina, conhecida como RTS,S, foi desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSimithKline (GSK), em parceria com a ONG PATH, junto a vários centros de investigação africanos.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, em inglês) deu o mês passado luz verde para a vacina para uso exclusivo em crianças entre 6 semanas e dezessete meses. Espera-Se que a OMS emitido também um veredicto positivo.

É por isso que, em princípio, não deve ser eficaz contra o Plasmodium Vivax, o parasita presente em os vetores (mosquitos) que vivem maioritariamente e picar na América Latina.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply