Os cardiologistas urgência para tratar a insuficiência cardíaca como primeiro desafio sanitário

O presidente da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC), José Ramón González-Juanatey, urge que a administração e profissionais atendam melhor a insuficiência cardíaca, porque é “o principal desafio” da saúde pública espanhola, por ser a patologia que causa um maior custo econômico

(De izq. a direita) Os doutores Jorge Cuneo, diretor médico da Novartis; Javier Diez, gerente de pesquisa em Cardiologia da Clínica Universitária de Navarra, José González Juanatey, chefe de Cardiologia do Hospital Clínico de Santiago de Compostela e presidente da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC), e Héctor Bom, cardiologista do Hospital Gregorio Marañón de Madri, durante o encontro sobre insuficiência cardíaca/ Foto fornecida pela Novartis

Artigos relacionados

Sexta-feira 05.12.2014

Domingo 31.08.2014

O doutor González-Juanatey, chefe de Cardiologia do Clínico de Santiago de Compostela e professor catedrático desta especialidade da universidade compostelana, sublinhou que o envelhecimento da população e a diminuição da mortalidade por doenças cardíacas fez disparar o número de pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, uma patologia crônica cuja prevalência aumentou em mais de 30 por cento em Portugal na última década.

Além disso, um em cada cinco pacientes com esta doença digite no hospital nos 30 dias seguintes ao ser dada alta, por isso que esta patologia é a primeira causa de internação de Portugal e a que causa um aumento das despesas com o sistema público de saúde, afirmou em uma reunião informativa com ocasião do congresso da Sociedade Espanhola de Cardiologia e da Reunião Europeia de Insuficiência Cardíaca (EuroHeart Failure), celebrados em Sevilha e impulsionados pela Novartis.

Na opinião do presidente da SEC, o correto abordagem desta doença não passa tanto por potencializar as unidades hospitalares especializadas -que só atendem a uma parte destes doentes-, mas por “reorganizar todo o processo assistencial” do doente, vítima de insuficiência cardíaca, com uma melhor formação para seu auto-cuidado e uma melhor atendimento em casa que evite sua rehospitalización.

O doutor González-Juanatey foi advogado por que as administrações não “vender a fascinação tecnológica” das unidades hospitalares, mas que concentrem seus esforços em diminuir “a fragmentação assistencial” destes doentes, com um maior protagonismo da enfermagem e da atenção primária, bem como com uma certa coordenação com os cardiologistas.

“Deixemos de dar respostas a alguns pacientes em unidades hospitalares e demos resposta a todos os doentes, porque todas as vidas são iguais”, destaca.

Um em cada cinco maiores de 40 anos, desenvolve a patologia

O doutor Nicolau Manito, do Hospital de Bellvitge, salientou que a insuficiência cardíaca afeta em Portugal para 6,8% da população, percentual que aumenta para 16% nos maiores de 70 anos; uma em cada cinco maiores de 40 anos desenvolverá esta doença em algum momento de sua vida.

Também foi advogado por potenciar a prevenção das causas que favorecem a insuficiência cardíaca, como a hipertensão, o alcoolismo ou a obesidade.

Para o doutor Eduardo de Teresa, chefe de Cardiologia do Hospital de Vitória, de Málaga, a insuficiência cardíaca é “paradigma” dos desafios de saúde da sociedade espanhola para o futuro, uma vez que é uma patologia emergente que afeta pessoas idosas, com a má qualidade de vida e que não têm apoio familiar cada vez mais escasso.

“A insuficiência cardíaca representa um grave problema de saúde em uma sociedade cada vez mais envelhecida”, sublinhou.

Jorge Cuneo, diretor médico da Novartis, destacou a aposta deste grupo farmacêutico pela pesquisa, a que destina, de 17 a 21 por cento de seus ganhos.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply