As empresas estão esfregando as mãos perante o fim do “filho único” na China

Nem sequer entrou em vigor e não se sabe se prejudica a natalidade, mas o fim da política do filho único na China, já tem umas claras vencedoras: as empresas relacionadas com a infância

EFE/How Hwee Young

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

O impacto do anúncio do Partido Comunista da China foi imediato e, nada mais se conhecer, se atirou a cotação na bolsa de multinacionais ligadas à infância, como a francesa Danone, a suíça Nestlé (alimentação) ou a norte-americana Johnson & Johnson (cuidado e saúde).

E, quando abriram hoje as bolsas asiáticas, as firmas locais, seguiram a mesma trilha.

A leiteira china Mengniu Dairy registrou o melhor resultado do dia, o Hang Seng, índice de referência da Bolsa de Hong Kong, com ganhos de um 3,43 %, e outras como Goodbaby, fabricante de carrinhos e berços, ou Hengan, que produz toalhetes e fraldas, avançaram mais de 2 %.

Em uma jornada em que o parquet de hong kong foi a baixa e perdeu 0,79 %, as empresas relacionadas com a infância evitaram uma queda maior, com os investidores confiantes em que a mudança de regras, que ainda tem que ser aprovado pelo Legislativo, causa um importante aumento dos nascimentos no que já é o país mais populoso do mundo.

Na Bolsa de Tóquio, também receberam a notícia com otimismo empresas como Kao, fabricante de produtos para a higiene pessoal e do lar, com uma subida de 3,86 %, ou Unicharm, especializada na produção de fraldas e que somou um 3,59 %.

“Acreditamos que a nova política é positiva para o mercado de cuidados para bebês”, assegurou à Efe Jason Yu, gerente na China, a empresa especializada em estudos sobre consumo Kantar Worldpanel.

Yu calcula que a nova política afetará cerca de 90 milhões de casais chineses, o que poderia elevar o número de nascimentos anuais para cerca de 20 milhões, contra os entre 16 e 17 milhões dos últimos exercícios.

“Os 3 ou 4 milhões de novos bebês de mais, oferecem um impulso adicional a setores como o leite infantil, fraldas, artigos de higiene pessoal, brinquedos ou da educação”, explicou o especialista da Kantar Worldpanel.

A marca espanhola de moda infantil Mayoral, que comercializa seus produtos na China há dois anos e meio, também acredita que a eliminação da política do filho único ajudá-lo a se estabelecer no mercado do gigante asiático.

Em todo caso, a agência de classificação Standard & Poor’s (S&P), antecipa os efeitos da nova política de planejamento familiar do país não sejam visíveis a curto prazo e que a natalidade não começa a aumentar até dentro de dois ou três anos.

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