As empresas espanholas abraçam a causa do mindfulness

Janice Marturano EFE/FOTO Javier Blasco

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Assim, revelou, hoje, no I Congresso “Mindfulness nas empresas do século XXI”, organizado pela Universidade de Zaragoza, nesta cidade.

As pessoas têm entre 20.000 e 40.000 pensamentos por dia, o que dá idéia do ruído que há em nosso cérebro e que nos impede de concentrar-se única e exclusivamente em uma única tarefa, explicou a EFEsalud o professor da Universidade Pontifícia de Comillas, Fernando Tobias.

Diretor do Centro Mindfulness do BCL Desenvolvimento e relator neste fórum, Tobias garante que há cada vez mais demanda por parte das empresas espanholas para aplicar esta técnica de concentração e meditação, o que facilita o estar aqui e agora, com atenção plena, fazendo uma coisa e pensando apenas nessa coisa, aceitando o que acontece, sem julgar.

O especialista defende que há que tomar consciência do uso que fazemos das tecnologias, a exigência de rapidez que “por todas as partes se nos impõem e como está nos afetando a nossa saúde: insônia, ansiedade, depressão, porque estamos brincando com fogo”.

Fonte em meditação budista

A prática da atenção ou consciência plena, que afunda as suas raízes na meditação budista, ajuda a não ir para a abarrotar pela vida a “aprender a parar, para treinar a atenção e a atitude, a aprender a regularla”.

Além disso, e de acordo com o psiquiatra e diretor do Congresso, Javier Garcia-Campayo, reduz os níveis de stress, diminui o absentismo laboral e os conflitos interpessoais, aumenta a criatividade, facilita a regulação emocional e a clareza na tomada de decisões.

“Tudo o que sabem as empresas, especialmente as do Reino Unido e os estados UNIDOS, porque levam mais tempo para praticar a atenção plena”, mas, atualmente, está começando a implementar de forma ampla em muitos países, como na Espanha, especialmente nas mutlinacionales.

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A ameaça da ansiedade e da depressão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2020, a depressão e a ansiedade são as principais causas de acidentes de trabalho e de acordo com os responsáveis do congresso verificou-se que, com o mindfulness, se reduz em mais de 40% o risco de que pessoas que já sofreram alguma depressão, possam desenvolver outra.

No Congresso participam alguns dos maiores especialistas em Mindfulness e Organizações em todo o mundo, como Rasmus Hogaard (Dinamarca), Jaume Gurt (diretor de desenvolvimento de pessoas Schibsted Portugal – Centro, milanuncios), ou Jamie Bristow (Reino Unido) ou Janice Maturano (USA).

Marturano, que abriu a última edição do Fórum Econômico Mundial de Davos (EUA), foi inaugurado hoje em são paulo o Congresso explicando sua experiência na atenção plena primeiro como vice-presidente da General Mills e agora como fundadora e diretora de Mindfulness Leadership.

“Conseguir parar e relaxar foi como jogar um muro muito duro”, foi contada a exejecutiva sobre sua primeira experiência em mindfulness após quase dois anos de trabalhar sete dias por semana, mandar seu marido e filhos a veranear sozinhos, e assistir a morte de seus pais.

Para Marturano, os líderes, conscientes de que, no final, são os mais influentes, cultivam a atenção plena, a clareza, a criatividade e a compaixão, esta última entendida como uma compreensão profunda que, em seguida, termina por converter-se em uma bondade ativa”.

Benefício pensando nos outros

E todas essas qualidades, já referido, há que aplicá-los não só pensando em benefício próprio, mas também para o benefício dos outros.

“E então, o mundo muda, e os negócios mudam, mas tudo isso não significa que a nossa empresa se transforme em uma organização de caridade, significa que tudo o que fazemos o fazemos em benefício de algo maior, não só nosso”.

Nos workshops simultâneos serão abordados temas como a atenção plena para o auto-cuidado em cooperação e ação humanitária em bem-estar, o rendimento de trabalho e a polivalência.

Estima-Se que a multitarefa provoca 40 % de perda na produtividade do trabalhador, que nove de cada dez pessoas, usa o seu telemóvel de cada vez que há outras coisas e que mais de 45 % do tempo a nossa mente está divagava, de acordo com os dados fornecidos pela organização do congresso.

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