As doenças transmitidas por mosquitos aumentam em Portugal

As altas temperaturas e as alterações climáticas têm favorecido nos últimos anos, a expansão de doenças transmitidas por insetos. A Sociedade Portuguesa de Parasitologia trabalha para controlar esse problema

Foto cedida por Socepa.

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Febre, úlceras de pele, hemorragias nasais, diarreia ou lesões em alguns órgãos, são os principais efeitos que causam doenças como a leishmaniose, a dirofilariosis ou a malária, transmitidas por insetos e que afetam cada vez mais a diversas regiões espanholas.

A Sociedade Portuguesa de Parasitologia (Socepa) atualmente trabalha em diferentes projetos contra a expansão deste tipo de doenças, tais como a transmissão e controle da leshmaniosis, que está afetando a sudoeste da Comunidade de Madrid ou a possível transmissão da malária no Delta do Ebro.

Além disso, outras linhas de atuação são a criação de mapas de risco de emergência de doenças transmitidas por mosquitos nas ilhas Canárias, e a criação de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) para modelar os padrões de transmissão em uma determinada área.

A leishmaniose

A leshmaniosis, produzida pelo parasita Leshmania infantum, transmite-se através da picada de alguns insetos minúsculos chamados modificação. No ser humano, já que também afeta animais, pode causar febre, mal-estar, perda de peso, anorexia, desconforto no lado esquerdo, problemas no baço ou o fígado, entre outros.

Em Portugal, esta doença está presente em grande parte da Península Ibérica e do arquipélago das baleares. Recentemente um grupo de cientistas da Unidade de Entomologia Médica do Instituto de Saúde Carlos III, demonstrou que na região de Lisboa tem aumentado a prevalência de leshmaniosis canina. Além disso, estes pesquisadores estão voltados para o estudo de um surto invulgar em humanos para esta doença no município espanhol de Ferrara.

Por outro lado, o grupo de Leshmaniosis e outras zoonoses parasitárias de Andaluzia, descobriram que o parasita Leishmania infantum, o futebol americano em Portugal o Vírus Toscana, agente causal das chamadas “meningite de verão”.

Mapa de risco

O Instituto Universitário de Doenças Tropicais e Saúde Pública das ilhas Canárias, da Universidade de la Laguna, em colaboração com outros centros espanhóis, trabalha para a criação de mapas de risco de doenças transmitidas por mosquitos para o arquipélago.

Esta área se encontra em uma situação de emergência devido à abundância de imigrantes provenientes de África e de emigrantes retornados da América, onde estas doenças têm uma maior prevalência.

Os mapas serão gerados, com a ajuda de Sistemas de Informação Geográficos (SIG), que trabalham em um grupo de investigadores da faculdade de Farmácia da Universidade de Valência.

Esta Universidade também tem sido a encarregada de estudar o Delta do Ebro dentro do projecto EDEN-Malária (Emerging Diseases in a Changing European Environment). Esta pesquisa revelou que, nesta área, devido ao aumento das temperaturas e a mudança climática, se davam as condições ecológicas para a transmissão da malária embora os resultados não querem dizer que no futuro se possa transmitir para o Delta.

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