As doenças de transmissão sexual, incluindo o Plano Nacional de Aids

As doenças de transmissão sexual são incluídas pela primeira vez no Plano Nacional de Aids, que hoje anunciou a conclusão das comunidades e o Ministério da Saúde, e cujo principal objetivo é reduzir o percentual de pessoas que desconhecem que estão infectadas, o que potencializará o diagnóstico precoce

Dois simples tiras podem ser muito úteis para colocar um preservativo de forma correta. Imagem retirada de Efe

Quarta-feira 05.09.2018

Terça-feira 04.09.2018

Segunda-feira 27.08.2018

Assim avançou a Efe a diretora e responsável do Plano Nacional sobre Aids, Elena Andradas, pouco antes de se reunir com os responsáveis pelos planos regionais de luta contra a aids.

“Pela primeira vez se incorpora não só a visão de controle e prevenção de infecções por HIV, mas as infecções de transmissão sexual”, disse Andradas quem garantiu que, a decisão foi tomada de comum acordo com as comunidades “depois de muitos meses de trabalho”.

Em Portugal, estima-se que existem cerca de 150.000 pessoas infectadas com HIV, o que equivale a 4 por mil da população adulta, de que 30 % não sabe que está infectada.

Perante estes números e a estabilização da infecção em Portugal, “o que mais nos preocupa -explicou Andradas – é o diagnóstico tardio da infecção”, que, junto com o Plano, o Ministério elaborou um “Guia de recomendações para o diagnóstico precoce do HIV”, com o fim de diminuir o número de pessoas infectadas pelo HIV e não diagnosticadas.

Para a redação e elaboração da referida guia, contou com as contribuições das comunidades autónomas, as sociedades científicas e as ONGS que trabalham neste domínio.

Andradas mostrou sua confiança em que na reunião de hoje, o ministério e as comunidades acordado entre ambos os documentos, para que, na próxima semana, sejam aprovados pela Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento de Programas de Prevenção de Aids e, posteriormente, levá-los ao próximo plenário do Conselho inter-regional de Saúde poder começar a aplicá-los em 2014.

O também vice-diretora de Promoção da Saúde e Epidemiologia do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, assegurou à Efe que as comunidades se está fazendo um “acompanhamento absolutamente contínuo” para que todas as pessoas que estão infectadas pelo HIV tenham o diagnóstico e o tratamento adequado.

Não só desta doença, foi indicado, mas de outras, para cujo controle é necessário ser “perfeitamente diagnosticada e tratada”.

Para isso, explicou a doutora Andradas, o Ministério trabalha conjuntamente com ONGS para “atualizar e concretizar uma aliança cujo objetivo seja a diminuição do estigma e da discriminação das pessoas infectadas.

Explicou que o Plano Nacional de Aids será posto em prática por todas as comunidades autónomas e as recomendações para o diagnóstico precoce se farão chegar a todas as sociedades científicas e os centros de saúde.

O Guia diz é um “instrumento legal” que permitirá promover a detecção precoce, tanto nos hospitais como nos centros de atenção primária a quem recomenda-se oferecer de forma rotineira a realização do teste do HIV para a população de maior risco.

Em relação ao orçamento do Plano, Andradas recordou que a posição destinada ao Plano é de 3,5 milhões de euros.

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