As doenças crônicas ameaçam a américa Latina

As doenças cardiovasculares, a diabetes ou a hipertensão se tornaram uma ameaça para a saúde na américa Latina, advertiu em uma entrevista com a Efe a ministra equatoriana de Saúde, Carina Vance

EFE/IVÁN MEJÍA

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“As doenças crônicas são as que mais estão contribuindo para a morte de nossos cidadãos e são doenças que podemos prevenir. Esse é o grande desafio”, disse a ministra, que participou em Washington em 53 Conselho Diretor da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).

Neste fórum, a equipe anunciou segunda-feira que o Equador, depois de Colômbia, tornou-se o segundo país no mundo em erradicar a oncocercose, conhecida como “cegueira infecciosa”, uma doença contra a qual têm lutado durante mais de 30 anos, com a ajuda de organizações como a OPAS.

A ministra destacou o compromisso da comunidade internacional com a erradicação das conhecidas como doenças da pobreza, como a dengue, ou as doenças transmissíveis, como a aids, que causa mais de um milhão de mortes por ano.

Mas alertou que, na américa Latina, “as doenças que mais estão causando morte e deficiência são, sem dúvida alguma, as doenças crônicas, diabetes, hipertensão, cânceres”.

Nos últimos 10 anos, o diabetes tornou-se a principal causa de morte no Equador, que saltou da sexta posição em apenas uma década, algo que está relacionado com os hábitos da população.

“Agora um grande desafio são as doenças não transmissíveis, que têm que ver com comportamento social e com a capacidade do estado de gerar uma estrutura onde a cidadania tenha acesso a informação e onde possamos implementar outras estratégias”, disse.

O imposto sobre o consumo nocivo”

No Equador está estudando a cobrança de impostos ao consumo nocivo”, algo que já foram realizadas em países como o México, onde o 30 por cento das crianças sofrem de excesso de peso, com a aplicação de um imposto sobre as bebidas açucaradas.

“Há um papel do estado importante, mas há uma função também da cidadania importante”, disse ele, “o desafio é como fazer essas alterações no comportamento quando estamos inundados, por exemplo, de publicidade de alimentos que não têm um valor nutricional importante e que, no entanto, contribuem para os altos índices de gordura, sal, açúcar, etc.”

Segundo dados da OPAS, entre 20 % e 25% dos menores de 19 anos na América Latina têm excesso de peso ou são obesos, uma percentagem que sobe para 30% no Equador.

Seu país já lançou também um sistema de rotulagem com cores, acompanhado de campanhas informativas, e espera que se aprove uma resolução para combater a obesidade durante esta reunião, bem como outros relacionados com o acesso universal à saúde.

“Temos de ser uma região em que a saúde passa a ser um privilégio de poucos que têm dinheiro para comprar um serviço a ser um direito fundamental e básico para todos”, disse.

Embora reconhecendo que cada país tem suas “políticas internas” é “um desafio enorme” para a região “transformar sistemas de saúde mais justos, mais solidários”, que facilitem o combate a essas doenças, como a hipertensão, que “se pode evitar”.

Quanto ao vírus do Ebola na África Ocidental, que causou mais de 3.000 mortes, e para o que a Organização Mundial da Saúde pediu ajuda internacional, disse que seu país está preparado planos de contingência para o caso se deu um caso.

“Temos identificados os hospitais de referência para qualquer situação que se dê relacionada ao ebola, temos fortalecido e capacitado para as equipes de vigilância epidemiológica e estamos trabalhando com a OPAS para, no contexto do Equador, ver qual é a melhor forma de ajudar”, assegurou.

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