As doenças cardiovasculares causam 47% das mortes na Europa

As doenças cardiovasculares causam 4,1 milhões de mortes a cada ano na Europa, o que equivale a 47 % do total de óbitos. Isso decorre de os dados divulgados hoje pela Sociedade Europeia de Cardiologia, no âmbito do congresso, que reúne mais de 30.000 profissionais em Barcelona

Entrada da sede do Congresso Europeu de Cardiologia, em Barcelona/EFE/Alejandro García

Domingo 31.08.2014

Domingo 31.08.2014

Sexta-feira 29.08.2014

Cerca de 30.000 profissionais assistem a este Congresso em Barcelona, onde hoje se demonstrou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na Europa, com um maior impacto nas mulheres do que nos homens, já que são o primeiro motivo de morte na população feminina europeia (51% do total), enquanto que no sexo masculino é de 42 %.

De todas as patologias cardiovasculares, doença arterial coronariana e o acidente vascular cerebral são as mais mortais, já que a primeira origina-se quase metade das mortes cardiovasculares que ocorrem na Europa, tanto em homens como em mulheres, enquanto que o acidente vascular cerebral implica um terço dos óbitos femininos e um quarto de todas as mortes em homens.

Um dos estudos apresentados hoje refere-se ao risco cardiovascular que supõe a obesidade da mãe durante a gravidez, tanto para ela como para o bebê.

Responsáveis da Sociedade Europeia de Cardiologia foram apresentados diversos estudos de carácter europeu que se destacam as complicações que apresenta a obesidade para mães e bebês.

Um deles, realizado no Reino Unido a partir de dados recolhidos de 19.000 mulheres grávidas, aponta que as mulheres obesas durante a gravidez também têm 37 % mais de risco de sofrer um evento cardiovascular maior, ou seja, um infarto ou um acidente vascular cerebral.

Por isso, os especialistas dizem que a gravidez é um bom momento para adquirir bons hábitos de vida, que se devem manter-se e transmitir para os filhos”.

No âmbito do congresso também foi apresentado um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses, que vincula a doença cardiovascular com um maior risco de aborto.

Os resultados do estudo apontam que os pais das mulheres que tiveram um ou mais episódios de aborto espontâneo ou perda fetal já têm um risco aumentado de sofrer um acidente cardiovascular; em concreto 15% a mais de chances de sofrer um infarto agudo do miocárdio e 7 % mais de avc.

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