As dietas ricas em polifenóis, prolongam a vida dos mais velhos

As dietas ricas em polifenóis, compostos de origem vegetal que são encontradas principalmente em frutas, legumes, café, chá, vinho, frutos secos, legumes e cereais, prolongam a vida das pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo do departamento de Nutrição e Bromatologia da Universidade de Barcelona (UB)

O vinho é rico em polifenóis, um composto de origem vegetal, o que prolonga a vida dos mais velhos, de acordo com um estudo da Universidade de Barcelona. EFE/Rafa Alcaide

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

Segundo informou a UB, o estudo, cujos resultados foram publicados na revista Journal of Nutrition, é o primeiro que valoriza a ingestão total de polifenóis especiais dietéticos através de um biomarcador nutricional, e não através de um questionário sobre os hábitos alimentares da população estudada.

A investigação levado a cabo por cientistas do departamento de Nutrição e Bromatologia da UB e do Instituto Catalão de Oncologia (Ico-salve jorge) e especialistas do Centro Nacional Italiano de Pesquisa sobre Envelhecimento, da Azienda Sanitária di Firenze (Itlia) e do Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA

Os polifenóis são compostos de origem vegetal, o que se comprovou que podem ter efeitos benéficos para a saúde como agentes antioxidantes, anti-inflamatórios e anticancerígenos.

O trabalho publicado agora no ‘Journal of Nutrition’ baseia-se no acompanhamento durante doze anos de 807 homens e mulheres de mais de 65 anos das cidades de Greve e Bagno, na Toscana, itália, no âmbito do projecto InChianti.

A professora Cristina André fernando monteiro, chefe do Grupo de Investigação de Biomarcadores e Metabolómica Nutricional e de Alimentos da UB e coordenadora do estudo, explicou que “o desenvolvimento e o uso de biomarcadores nutricionais nos permite fazer uma estimativa da ingestão mais precisa, e acima de tudo, mais objetiva”.

Isso se deve ao fato de que já que não se baseia na memória dos participantes do estudo quando respondem os questionários especiais dietéticos, mas que considera a biodisponibilidade e as diferenças entre indivíduos.

De acordo com a especialista, “esta metodologia permite avaliar com maior confiabilidade e menos erros que as associações entre a ingestão de alimentos ou nutrientes e a mortalidade ou risco de sofrer de doenças”.

O estudo mostra que a mortalidade total foi reduzida em 30 % no grupo de participantes que ingeriram mais de 650 miligramas por dia, em comparação com o grupo com ingestão mais baixas de 500 mg diários.

O pesquisador do Ico-salve jorge, Raul Zamora, salientou que “estes resultados corroboram a evidência científica atual que associada dietas ricas em alimentos de origem vegetal, com uma população menor e uma incidência mais baixa de diversas doenças crônicas”.

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